Mostrando postagens com marcador Nacional de Controle Social e Saúde da População Negra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Nacional de Controle Social e Saúde da População Negra. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Nota de apoio ao Programa Nacional de Direitos Humanos


A Rede Nacional de Controle Social e Saúde da População Negra e demais entidades abaixo-assinadas manifestam apoio ao 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, recém-lançado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República.

Este documento consolida uma série de debates e propostas feitas pela sociedade por meio de conferências legítimas que visam efetivar e ampliar os direitos previstos em planos anteriores, na Constituição e em acordos internacionais. Trata-se de uma síntese das reivindicações históricas de mulheres, da população negra, quilombola, LGBT e de religiões de matriz africana.

A campanha de oposição ao 3º Programa Nacional de Direitos Humanos atenta contra a democracia participativa e evidencia a ação autoritária de setores minoritários da sociedade, que sistematicamente tem se colocado contra todas as formas de garantir a igualdade não só formal, mas a igualdade de fato da maioria do povo brasileiro, resistindo para manter os privilégios da secular oligarquia.

Esses setores elencaram pontos do programa para atacar e, desta forma, deslegitimar uma série de diretrizes de políticas públicas mantidas intencionalmente à margem do debate. Entre elas, medidas de superação de questões como a que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classifica na apresentação do programa de “cultura elitista revelada na resistência aos direitos dos quilombolas e indígenas, bem como nos ataques sofridos pelas ações afirmativas”

O 3º Programa Nacional de Direitos Humanos recomenda medidas essenciais e urgentes para a desconstrução desta “cultura elitista”, concentradora das riquezas e de todas as formas de poder no país, onde o que deveria ser partilhado como "bem comum" na verdade tem sido apropriado por poucos, tendo como resultado a disseminação da miséria que atinge mais de quarenta milhões de brasileiros.

Para o combate aos efeitos devastadores das desigualdades históricas brasileiras, está previsto, por exemplo, o fomento às ações afirmativas no ensino superior e a elaboração de programas de combate ao racismo institucional e estrutural. O governo também se compromete a fortalecer os mecanismos de reconhecimento das comunidades quilombolas e a garantir que os empreendimentos e os projetos de infra-estrutura resguardem os direitos dos povos indígenas e de comunidades quilombolas e tradicionais.

Na área de saúde, o Programa Nacional de Direitos Humanos prevê a expansão e consolidação de programas de serviços básicos de saúde e de atendimento domiciliar para a população, com enfoque na prevenção e diagnóstico prévio de doenças e deficiências, com apoio diferenciado às pessoas idosas, indígenas, negros e comunidades quilombolas, pessoas com deficiência, pessoas em situação de rua, lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, crianças e adolescentes, mulheres, pescadores artesanais e população de baixa renda.

O 3º Programa Nacional de Direitos Humanos chega, portanto, para ser comemorado pela população brasileira como um marco na história pelo respeito a diferença e pela conquista da cidadania por diversos segmentos socias, que por meio da organização, do debate e da luta democrática, chegaram a este termo. Está para além de duas ou três vontades isoladas da realidade brasileira e, ainda assim, bem servidas de espaços poder.

A população negra seguirá na defesa desses princípios e na cobrança por ações urgentes para que o fosso entre o direito e a vida cotidiana seja, enfim, superado. Não existe uma sociedade democrática e livre sem respeito aos princípios da dignidade e dos direitos humanos

Rede Nacional de Controle Social e Saúde da População Negra
Rede Nacional de Religioes Afro-Brasileiras e Saúde
IACOREQ- Instituto de Assessoria as comunidades Remanescentes de Quilombo - RS
Uiala Mukaji Sociedade das Mulheres Negras de Pernambuco
Rede das Mulheres de Terreiro de Pernambuco

(documento aberto a assinaturas) 


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Porto Alegre instala comitê técnico e de coordenação da política

Fonte: Agência POA


No Dia Nacional de Mobilização Pró-saúde da População Negra,  a prefeitura de Porto Alegre realizou o Seminário de Saúde Integral da População Negra. No auditório da Secretaria Municipal de Administração, o evento discutiu as políticas de saúde para a população negra, bem como a necessidade dos órgãos públicos incrementarem políticas visando não apenas à assistência, mas à prevenção de doenças.

Na oportunidade, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) instalou o comitê técnico e de coordenação da Política Municipal de Saúde da População Negra, que atuará de forma integrada com diferentes órgãos. Na abertura do evento, o secretário-adjunto da Saúde, Marinon Porto, destacou o empenho da secretaria em instituir políticas voltadas à saúde da população negra. “A constituição do comitê técnico demonstra uma nova realidade desenvolvida na secretaria municipal, e nos instiga a irmos à diante”, afirmou.

Palestrantes - Após a abertura, os participantes assistiram ao painel que tratou de diferentes políticas voltadas à saúde da população negra. Participou do debate a representante do Programa das Nações Unidas para as Mulheres, Maria Inês Barbosa, o representante da Rede Nacional de Controle Social e Saúde da População Negra, Stênio Dias Pinto Rodrigues, e o coordenador da Assessoria de Planejamento e Programação da SMS, Sergio Schiefferdecker.

Em sua exposição, Schiefferdecker disse que a secretaria está comprometida com a política de saúde da população negra, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde. “Estamos estabelecendo metas diferenciadas de trabalho, assumimos a pactuação na tripartite e implantamos o programa municipal da política de saúde da população negra, tudo isso para que possamos responder aos anseios da população negra que acessa os serviços de saúde no município”, afirmou. Segundo ele, o trabalho estará ainda mais focado na promoção, prevenção, assistência e reabilitação dos pacientes.

Marco - Para a coordenadora da Política Municipal de Saúde da População Negra, Elaine Oliveira Soares, o encontro simbolizou um marco na história da política municipal de saúde. “Enfrentar o racismo e suas conseqüências sobre a saúde das crianças, mulheres e homens negros é o nosso grande desafio”, observou.

Participaram do evento o diretor-presidente da Procempa, André Imar Kulczynski, o coordenador da Política para o Povo Negro do Gabinete do Prefeito, Clóvis Silva da Silva, a coordenadora do Conselho Municipal de Saúde, Maria Letícia de Oliveira Garcia, e a coordenadora da Rede Nacional de Controle Social e Saúde da População Negra, Heloisa Helena da Silva Duarte.

Pesquisa

Conforme pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, o risco de uma mulher grávida morrer em consequência de causas relacionadas à gestação pode ser oito vezes maior que o risco apresentado para uma mulher grávida vivendo em um país desenvolvido. E ainda, que os óbitos relacionados à gravidez, parto e pós-parto estão entre as dez principais causas de morte de mulheres entre 10 e 49 anos de idade. A pesquisa aponta que a hipertensão arterial específica da gestação (eclâmpsia e pré-eclâmpsia) e o aborto são as causas mais frequentes de morte materna no país, sobretudo entre as mulheres negras.

Modified by Blogger Tutorial

Rede Nacional de Controle Social e Saúde da População Negra ©Template Nice Blue. Modified by Indian Monsters. Original created by http://ourblogtemplates.com

TOP