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segunda-feira, 22 de março de 2010

Fórum Nacional de Juventude Negra lança edital de concurso de pequenos projetos

Fonte: Fonajune

O Fórum Nacional de Juventude Negra lança neste dia 21 de março, Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, o Fundo de Apoio para Pequenos Projetos às Organizações Juvenis Negras "Manuel Faustino dos Santos Lira".

A iniciativa é parte de um conjunto de ações que compõe a Campanha Nacional contra o Extermínio da Juventude Negra e visa capilarizar suas ações através de apoio financeiro às organizações juvenis negras para que possam realizar atividades relacionadas aos temas da Campanha.

O Fundo objetiva apoiar pontualmente o desenvolvimento de atividades de organizações e grupos de juventude negra do Brasil, que tenham como diretriz o combate à violência contra a juventude negra, visando potencializar o debate sobre o tema e ampliar os espaços de disseminação das perspectivas da juventude negra frente a essa realidade.

O nome do Fundo é uma homenagem ao jovem negro soteropolitano Manuel Faustino dos Santos Lira, um dos heróis da Revolta dos Búzios no século XVIII, que foi executado aos 18 anos de idade, em 08 de novembro de 1799, condenado à morte por enforcamento, por integrar o grupo dos líderes da Revolução.


A Campanha Nacional contra o Extermínio da Juventude Negra se destina a propiciar um diálogo junto à sociedade sobre os efeitos históricos do racismo na qualidade de vida da juventude negra brasileira e a negação dos direitos humanos essenciais a essa juventude, culminando muitas vezes na morte programada de milhares de jovens negros e negras por todas as regiões do país, enfatizando nesse cenário as discussões sobre violência de gênero, intolerância religiosa e demais formas de discriminações correlatas.

A Campanha é uma realização do Fórum Nacional de Juventude Negra, em parceria com o Instituto Cultural Steve Biko e a ONG Enda Brasil, com apoio da Fundação Kellog.

Mais informações: www.fonajune.com.br

segunda-feira, 1 de março de 2010

Concursos globais do programa Changemakers da Ashoka







Busca inovações em saúde materna, com especial ênfase em jovens lideranças e iniciativas que trabalhem na redução da mortalidade materna. Inscrições até o dia 17 de março. Premiação: participação de um evento internacional na Índia. Prêmio especial para jovens líderes de intercâmbio internacional de nove meses com empreendedores sociais da Ashoka. Para mais informações: http://www.changemakers.com/pt-br/maternidade








Busca projetos inovadores no combate a violência de gênero em todo o mundo. Inscrições de projetos ou ideias até o dia 15 de março. Prêmio: US$ 5 mil ao primeiro colocado e custos da viagem para o Encontro Global na Espanha para três vencedores. Para mais informações: http://www.changemakers.com/pt-br/violenciamulher







Pretende identificar tecnologias e metodologias criativas e inovadoras para inclusão econômica de mulheres. Inscrições até 14 de abril. Premiação: três mais votados entre os finalistas selecionados pelo júri receberá US$ 5 mil. Para mais informações: http://www.changemakers.com/pt-br/node/69493/entries

O Changemakers (http://www.changemakers.com/) é um site que cria uma comunidade on-line de inovadores sociais, pessoas que pensam de forma criativa soluções para os problemas sociais mais urgentes no mundo. A proposta é também aproximar grandes investidores sociais do mundo com iniciativas locais de grande impacto, com grande capacidade de transformação e de ampliar a escala de atuação. Os Desafios do Changemakers são democráticos e abertos para a participação de todos. Inclusive empresas, projetos do governo ou iniciativas sociais, universidade etc.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Ator homossexual é vítima de agressão no Rio (Nota de repúdio)

Insensato, insano, desumano. Assim sempre foram tratados os crimes contra a humanidade e o desrespeito pelas diferenças no Brasil. Os mais negativos adjetivos que essas ações recebem nunca poderão descrever os prejuízos que uma vítima de preconceito e discriminação materializado pela homofobia, racismo, xenofobia, machismo ou qualquer outra forma de discriminação correlata sentem. É impressionante e lamentável como em pleno século XXI ainda defrontamos com cenas abomináveis que tiram nosso fôlego e nos revoltam pelo tamanho da violência e desrespeito ao direto a vida e a diferença.

O caso do cidadão, ator, homossexual e portador do vírus da Aids, Cazu Barroz, que no último dia 03 de dezembro foi cruelmente alijado e fisicamente agredido dentro de um ônibus coletivo no Rio de Janeiro por se manifestar como homossexual e pessoa vivendo com HIV em campanha de conscientização no 01 de Dezembro - Dia Mundial de Luta Contra a AIDS. Tais atos nos obrigam a refletir melhor sobre como tratamos as pessoas vivendo com HIV/Aids e de que forma estão sendo tratados os agressores e as pessoas que desrespeitam os direitos humanos, que cometem crimes contra a vida tão bárbaros como o que aconteceu com Cazu Barroz.


Atos como estes não cabem na sociedade atual e não podemos deixar passar despercebidos após tantos avanços já alcançados. Os 25 anos de epidemia da AIDS no Brasil são marcados por várias conquistas, dentre elas a formação de voluntários para conscientização e prevenção do HIV/AIDS para toda a sociedade.


Temos pessoas, redes e instituições que trabalham arduamente para o acesso de todas e todos a prevenção, a tratamentos e assistência. Não podemos retroceder e permitir que atitudes lamentáveis como estas nos surpreendam.

A violência, brutalidade e desrespeito a vida, demonstra que embora tenhamos  avançado no campo das políticas públicas em HIV/Aids, muito ainda precisa ser feito para o enfrentamento do preconceito e discriminação que é uma doença social e de conduta. Deve ser garantido as pessoas vivendo com HIV/Aids o direito a expressão, ao respeito e é inadmissível que ainda continuem sendo vítimas desse tipo de agressão e intolerância.

Por essa razão a REDE NACIONAL DE CONTROLE SOCIAL E SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA e a REDE LAI LAI APEJO vem por meio desta nota, manifestar seu repúdio a todos esses atos de preconceito e discriminação seja homofóbico, racial, xenofóbica ou de gênero e cobrar do Estado Brasileiro justiça e punição aos culpados por esses atos violentos e desumanos.


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