terça-feira, 27 de outubro de 2009

EUA: mulheres negras reivindicam reforma do sistema de saúde


A Mobilização Pró-Saúde da População Negra também acontece nesta terça-feira (27) nos Estados Unidos. Organizações de mulheres negras norte-americanas defendem a reforma do sistema de saúde e a adequação dos serviços públicos às necessidades da população negra.

Uma das entidades envolvidas na mobilização é a Black Women's Health Imperative, que inspirou a Mobilização Pró-Saúde da População Negra no Brasil. Entre as ações da Black Women's está a sensibilização do Congresso Nacional pela reforma no sistema de saúde.

Ativistas passaram a terça-feira ligando e enviando emails para os parlamentares. Durante o contato, elas afirmam que, enquanto mulheres negras, são mais afetadas pela falência do sistema público de saúde, com o agravante de enfrentarem racismo nas unidades de atendimento.



As mulheres negras trabalham muito para manter esse país forte. Nós merecemos um sistema nacional de saúde que trabalhe tão duro quanto nós”, exigem as ativistas. No site da Black Women's Health Imperative estão as 10 principais reivindicações do movimento de mulheres pela saúde. Confira aqui: http://www.womenofcolorunited.net/learn-more/.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra

Audiências públicas, seminários, rodas de conversa, distribuição de materiais em universidades, ações em comunidades quilombolas e terreiros. O Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra (27 de outubro) será marcado por atividades em todo o país. Movimentos de mulheres negras, redes de afroreligiosidade, centros e associações culturais vão divulgar a Política Nacional de Saúde da População Negra e cobrar dos governos federal, estadual e municipal a sua efetiva implementação.

As atividades começaram no dia 20 de outubro e seguem até o dia 20 de novembro. O tema da mobilização deste ano é “Racismo faz mal a saúde: Política de Saúde Integral da População Negra Já!” e  tem como principais protagonistas as Redes Nacionais de Controle Social e Saúde da População Negra, Religiões Afro-Brasileiras e Saúde, Lai Lai Apejo: População Negra e Aids e de Promoção e Controle Social da Saúde das Lésbicas Negras (Sapatá).

A Política Nacional de Saúde Integral da População Negra/PNSIPN foi aprovada em 2006 pelo Conselho Nacional de Saúde e publicada em portaria do Ministério da Saúde este ano. Os gestores estaduais e municipais de saúde já assinaram pactos para cumprir a política  e criar os Comitês Técnicos de Política da Saúde da População Negra, formados por representantes dos governos e da sociedade civil.

No entanto, em muitas cidades os comitês seguem inativos e medidas urgentes, previstas no Plano Operacional da política, ainda não foram tomadas. Entre elas, a inclusão e o devido preenchimento do quesito cor e raça nos prontuários médicos, essencial para o acompanhamento dos indicadores de saúde da população negra. Também são reivindicações do movimento social o treinamento dos profissionais de saúde para o combate ao racismo institucional e a devida atenção para as doenças morbidades que mais acometem mulheres e homens negros.

De acordo com o articulador nacional da Mobilização Pró-Saúde da População Negra, José Marmo Silva, outra demanda é o respeito às comunidades de terreiro como espaço de promoção de saúde e presença dos religiosos em hospitais e postos de saúde. “Rio e São Paulo estão desenvolvendo projetos em parceria com as comunidades de terreiros, que precisam ser intensificados e ampliados para todo o país”, ressalta Marmo.

A Mobilização Pró-Saúde da População Negra conta com o apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) por meio do Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero e Raça nas Políticas do Brasil, do qual também fazem parte o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), Organização Internacional do Trabalho (OIT), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (UN-Habitat) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Informações:
Imprensa – Griô Produções (61) 7814-2907 ou 8571-4531
Sociedade civil - José Marmo da Silva: (21) 2518 7964 ou 2518 6194
Blog: http://redesaudedapopulacaonegra.blogspot.com/ Email: redesaudenegra@gmail.com

Saiba mais:

- De acordo com dados no Ministério da Saúde, publicados no Atlas Saúde Brasil (2008): A hipertensão arterial específica da gestação (eclâmpsia e pré-eclâmpsia) e o aborto são as causas mais frequentes de morte materna em todo o país, sobretudo entre as mulheres negras.

- O risco de morte por tuberculose foi 63% maior entre pretos e pardos (negros), quando comparados aos brancos.

- Para as crianças pretas e pardas (negras) com menos de 1 ano de idade, o risco de morte por doenças infecciosas foi 43% maior que o apresentado para as crianças brancas.

- Independente da região do país, o risco de um homem negro de 15 a 49 anos ser vítima de homicídio é 2,18 vezes superior àquele apresentado por um homem branco na mesma faixa etária.

- Mais de metade das mulheres grávidas referiram ter feito 7 ou mais consultas de pré-natal, contudo mães indígenas, negras e adolescentes apresentam um menor percentual de consultas de pré-natal quando comparadas às mães brancas ou àquelas com 20 anos ou mais de idade.

Fontes sobre saúde da população negra

- Sociedade Civil: Redes Nacionais de Controle Social e Saúde da População Negra, Religiões Afro-Brasileiras e Saúde, Lai Lai Apejo: População Negra e Aids e de Promoção e Controle Social da Saúde das Lésbicas Negras (Sapatá).

- Governo: Ministério da Saúde, Secretarias de Saúde, Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Secretarias e coordenadorias de igualdade racial estaduais e municipais.

- Conselhos: Conselho Nacional de Saúde, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial.

- Organismos internacionais: Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), Organização Internacional do Trabalho (OIT), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (UN-Habitat) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Ministro Edson Santos fala sobre a ampliação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra


“Ao propiciar a disseminação da Saúde Integral da População Negra o governo atende uma reivindicação histórica”

Edson Santos, Ministro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Seppir, fala sobre a ampliação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra e importância da Mobilização para o dia 27

Um das responsabilidades do Governo é assegurar que a população viva bem e com saúde. Neste 27 de outubro, Dia Nacional de Mobilização da Saúde da População Negra, o Estado brasileiro demonstra mais uma vez seu compromisso com a qualidade de vida de todos.

Este ano, a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República celebra com os movimentos sociais negros a ampliação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra - Ação que faz parte de um plano orientado por programas de diversas secretarias do Ministério da Saúde e de seus órgãos vinculados.

Esta Política atende um dos segmentos mais vulneráveis de nossa sociedade, e que por isso necessita de uma atenção à saúde diferenciada.

É uma situação que requer capacitação específica dos profissionais, uma retaguarda laboratorial qualificada e uma sensibilidade mais apurada.

Ao propiciar a disseminação da Saúde Integral da População Negra, o governo atende uma reivindicação histórica. Na prática, esta Política vai além da atenção e do cuidado com a saúde do corpo. Ela promove a ampliação das rotinas dos atendimentos do Serviço Único de Saúde, o SUS, e combate às discriminações e o racismo nos serviços públicos.

Com esta ferramenta, o Governo Federal promove a igualdade racial e melhora os indicadores sociais e econômicos do país.

Edson santos - Ministro da Seppir

Projeto promove direitos de jovens em Salvador



A população jovem do bairro Sussuarana, em Salvador, terá novos elementos para o desenho de seus projetos de vida. É que o UNFPA, em parceria com a Embaixada dos Países Baixos, lança no próximo dia 7 de novembro o projeto “Promovendo os Direitos de Jovens: Cultura e Saúde Sexual e Reprodutiva em Salvador”, dirigido aos jovens de 16 a 24 anos, de ambos os sexos. 

De uma forma dinâmica, com dança, teatro, fotografia, vídeo, rádio e grafite, o projeto vai abordar temas relacionados a direitos da população jovem, sexualidade, saúde sexual e reprodutiva, relações raciais e de gênero, diversidade sexual, mediação de conflitos, participação juvenil, controle social de políticas públicas, prevenção das doenças sexualmente transmissíveis e aids.


Os temas serão trabalhados em módulos, marcados, em sua maioria, por quatro encontros de três horas cada. Ao todo, são 13 módulos: Direitos Humanos e Direitos dos Cidadãos e Cidadãs, Direito à Informação e à Comunicação, Relações de Gênero e Construção de um Ambiente Livre de Violência de Gênero contra Mulheres, Sexualidade, Direitos Sexuais e Reprodutivos, Saúde Sexual e Reprodutiva, Projetos de Vida e Decisões Reprodutivas, Juventude, Participação Social e Ação em Rede, Mediação de Conflitos, Relações Raciais e Enfrentamento ao Racismo, Diversidade Sexual, Prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids, Uso de Drogas, Educação de Pares, por Pares, Intervenções Comunitárias, Educomunicação e Arte.


As pessoas interessadas devem se inscrever pelo site do UNFPA ou nos pontos de inscrição em Salvador, entre os dias 9 e 19 de novembro. Para participar, a/o jovem deve residir no bairro de Sussuarana.


De acordo com a política do UNFPA para a população jovem “ Um mundo adequado para adolescentes e jovens é aquele onde seus direitos são promovidos e protegidos. É um mundo no qual meninas e meninos têm as melhores oportunidades possíveis para desenvolverem o seu potencial, se expressarem livremente, terem seus pontos de vista respeitados, e viverem sem pobreza, discriminação e violência”, ressalta Fernanda Lopes, oficial de programa em saúde reprodutiva e direitos. A iniciativa é muito importante para o UNFPA e vai integrar o conjunto de ações de cooperação já estabelecidas pelo UNFPA na Bahia, reforçando as parcerias e ampliando o diálogo entre a sociedade civil e os governos estadual e muncipal, completa Lopes.


O projeto conta com a parceria do Instituto Mídia Étnica CMA Hip Hop, CEAFRO/UFBA, Juventudes Negra pela Paz, Associações Comunitárias do Bairro de Sussuarana, Juventudes Negras dos Terreiros. No governo do Estado da Bahia os parceiros são: Secretaria de Promoção da IgualdadeSecretaria de EducaçãoSecretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Assessoria de Relações Internacionais do Gabinete do Governador, Instituto de Gestão de Águas e ClimaSecretaria de Segurança Pública. Na Prefeitura Municipal de Salvador, a parceria se dá por meio da Assessoria de Relações Internacionais do Gabinete do Prefeito, com a Secretaria de Educação, Esporte, Cultura e LazerSecretaria de Saúde e Secretaria da Reparação.




Mais informações:

Lançamento:
7 de novembro, a partir das 14h
Escola Estadual Ruth Pacheco - Rua Doutora Régia Barreto, S/N - Nova Sussuarana - Salvador – BA

Inscrições:
9 a 19 de novembro, no site do UNFPA ou nos pontos de inscrição

O projeto:
De Janeiro a Agosto de 2010


Fonte:www.unfpa.org.br

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

E as ações não param de ecoar pelo Brasil


O município de São João de Meriti, no Rio de Janeiro, vai sediar o II Seminário Estadual de Saúde da População Negra, no dia 27, para discutir os impactos do racismo na saúde e a implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) no Estado e nos Municípios do Rio de Janeiro.


O evento prevê sensibilizações e capacitações, entre outras ações propostas pela Superintendência de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, SUPPIR Meriti, em parceria com o Fórum Estadual de Saúde da População Negra – FESPN, apoio da Secretaria Municipal de Saúde de São João de Meriti e do SINDSPREV.


Para a superintendente da Suppir de Meriti, Leila Regina, é importante promover o pleno desenvolvimento da população afro brasileira, a partir de ações de combate ao racismo. “A participação da sociedade civil, dos gestores, profissionais e conselheiros de saúde é fundamental porque permite um diálogo sobre as desigualdades raciais em saúde e as estratégias de mudança dessa realidade que faz com que tantos negros e negras morram de causas evitáveis”, afirma Leila Regina.


As inscrições para o seminário estão abertas e as vagas são limitadas.


II Seminário Estadual de Saúde da População Negra do Rio de Janeiro


Data: 27 de outubro de 2009
Horário: 09h/17h
Local: Auditório do PAM São João de Meriti/Secretaria Municipal de Saúde de São
João de Meriti – Av. Presid. Lincoln s/n, Jardim Meriti, SJM.
Informações e inscrições (vagas limitadas):
Criola - 2518-6194
SUPPIR MERITI -  2751-0457 / 8869-5369 e 7636-6906

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