sábado, 31 de outubro de 2009

Bahia: violência e abuso de autoridade policial

Ludimilla Santana, servidora da Previdência, negra e formada em Comunicação Social, denuncia agressão sofrida em delegacia de Salvador (BA). Caso está sendo apurado pela Corregedoria da Polícia Civil. Ludimilla foi à delegacia fazer uma ocorrência policial e reclamou de mau atendimento. Ao pedir a identificação dos policiais, foi acusada de desacato e acabou presa em uma cela comum e superlotada, com 35 mulheres. Confira o relato da servidora aqui e matéria da TV Itapoã sobre o caso.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Câmara fará audiência pública sobre saúde da população negra

A Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) será tema de audiência pública no próximo dia 11 de novembro, às 14h, na Câmara dos Deputados. A audiência, solicitada pela deputada Janete Pietá (PT-SP), reunirá as comissões de Legislação Participativa e de Direitos Humanos e Minorias.

“A mobilização em torno do dia 27 de outubro é uma excelente oportunidade para uma primeira avaliação dessa política, bem como o conjunto de iniciativas para promover a equidade em saúde”, afirma a deputada Janete Pietá.

A parlamentar sugeriu a participação na audiência pública do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, do ministro Edson Santos, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade, da professora Fátima Oliveira (UFMG) e da médica Jurema Werneck (Ong Criola), representante do movimento negro no Conselho Nacional de Saúde.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Notícias da Mobilização Pró-Saúde da População Negra


Paraíba: Sessão discute saúde da população negra


Rio de Janeiro: Seminário discute impactos do racismo no acesso à saúde

Distrito Federal: Debate marca Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra

Rondônia: Seminário avalia políticas públicas em Porto Velho 

Revista Cláudia: Pela saúde da população negra

EUA: mulheres negras reivindicam reforma do sistema de saúde


A Mobilização Pró-Saúde da População Negra também acontece nesta terça-feira (27) nos Estados Unidos. Organizações de mulheres negras norte-americanas defendem a reforma do sistema de saúde e a adequação dos serviços públicos às necessidades da população negra.

Uma das entidades envolvidas na mobilização é a Black Women's Health Imperative, que inspirou a Mobilização Pró-Saúde da População Negra no Brasil. Entre as ações da Black Women's está a sensibilização do Congresso Nacional pela reforma no sistema de saúde.

Ativistas passaram a terça-feira ligando e enviando emails para os parlamentares. Durante o contato, elas afirmam que, enquanto mulheres negras, são mais afetadas pela falência do sistema público de saúde, com o agravante de enfrentarem racismo nas unidades de atendimento.



As mulheres negras trabalham muito para manter esse país forte. Nós merecemos um sistema nacional de saúde que trabalhe tão duro quanto nós”, exigem as ativistas. No site da Black Women's Health Imperative estão as 10 principais reivindicações do movimento de mulheres pela saúde. Confira aqui: http://www.womenofcolorunited.net/learn-more/.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra

Audiências públicas, seminários, rodas de conversa, distribuição de materiais em universidades, ações em comunidades quilombolas e terreiros. O Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra (27 de outubro) será marcado por atividades em todo o país. Movimentos de mulheres negras, redes de afroreligiosidade, centros e associações culturais vão divulgar a Política Nacional de Saúde da População Negra e cobrar dos governos federal, estadual e municipal a sua efetiva implementação.

As atividades começaram no dia 20 de outubro e seguem até o dia 20 de novembro. O tema da mobilização deste ano é “Racismo faz mal a saúde: Política de Saúde Integral da População Negra Já!” e  tem como principais protagonistas as Redes Nacionais de Controle Social e Saúde da População Negra, Religiões Afro-Brasileiras e Saúde, Lai Lai Apejo: População Negra e Aids e de Promoção e Controle Social da Saúde das Lésbicas Negras (Sapatá).

A Política Nacional de Saúde Integral da População Negra/PNSIPN foi aprovada em 2006 pelo Conselho Nacional de Saúde e publicada em portaria do Ministério da Saúde este ano. Os gestores estaduais e municipais de saúde já assinaram pactos para cumprir a política  e criar os Comitês Técnicos de Política da Saúde da População Negra, formados por representantes dos governos e da sociedade civil.

No entanto, em muitas cidades os comitês seguem inativos e medidas urgentes, previstas no Plano Operacional da política, ainda não foram tomadas. Entre elas, a inclusão e o devido preenchimento do quesito cor e raça nos prontuários médicos, essencial para o acompanhamento dos indicadores de saúde da população negra. Também são reivindicações do movimento social o treinamento dos profissionais de saúde para o combate ao racismo institucional e a devida atenção para as doenças morbidades que mais acometem mulheres e homens negros.

De acordo com o articulador nacional da Mobilização Pró-Saúde da População Negra, José Marmo Silva, outra demanda é o respeito às comunidades de terreiro como espaço de promoção de saúde e presença dos religiosos em hospitais e postos de saúde. “Rio e São Paulo estão desenvolvendo projetos em parceria com as comunidades de terreiros, que precisam ser intensificados e ampliados para todo o país”, ressalta Marmo.

A Mobilização Pró-Saúde da População Negra conta com o apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) por meio do Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero e Raça nas Políticas do Brasil, do qual também fazem parte o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), Organização Internacional do Trabalho (OIT), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (UN-Habitat) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Informações:
Imprensa – Griô Produções (61) 7814-2907 ou 8571-4531
Sociedade civil - José Marmo da Silva: (21) 2518 7964 ou 2518 6194
Blog: http://redesaudedapopulacaonegra.blogspot.com/ Email: redesaudenegra@gmail.com

Saiba mais:

- De acordo com dados no Ministério da Saúde, publicados no Atlas Saúde Brasil (2008): A hipertensão arterial específica da gestação (eclâmpsia e pré-eclâmpsia) e o aborto são as causas mais frequentes de morte materna em todo o país, sobretudo entre as mulheres negras.

- O risco de morte por tuberculose foi 63% maior entre pretos e pardos (negros), quando comparados aos brancos.

- Para as crianças pretas e pardas (negras) com menos de 1 ano de idade, o risco de morte por doenças infecciosas foi 43% maior que o apresentado para as crianças brancas.

- Independente da região do país, o risco de um homem negro de 15 a 49 anos ser vítima de homicídio é 2,18 vezes superior àquele apresentado por um homem branco na mesma faixa etária.

- Mais de metade das mulheres grávidas referiram ter feito 7 ou mais consultas de pré-natal, contudo mães indígenas, negras e adolescentes apresentam um menor percentual de consultas de pré-natal quando comparadas às mães brancas ou àquelas com 20 anos ou mais de idade.

Fontes sobre saúde da população negra

- Sociedade Civil: Redes Nacionais de Controle Social e Saúde da População Negra, Religiões Afro-Brasileiras e Saúde, Lai Lai Apejo: População Negra e Aids e de Promoção e Controle Social da Saúde das Lésbicas Negras (Sapatá).

- Governo: Ministério da Saúde, Secretarias de Saúde, Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Secretarias e coordenadorias de igualdade racial estaduais e municipais.

- Conselhos: Conselho Nacional de Saúde, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial.

- Organismos internacionais: Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), Organização Internacional do Trabalho (OIT), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (UN-Habitat) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Ministro Edson Santos fala sobre a ampliação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra


“Ao propiciar a disseminação da Saúde Integral da População Negra o governo atende uma reivindicação histórica”

Edson Santos, Ministro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Seppir, fala sobre a ampliação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra e importância da Mobilização para o dia 27

Um das responsabilidades do Governo é assegurar que a população viva bem e com saúde. Neste 27 de outubro, Dia Nacional de Mobilização da Saúde da População Negra, o Estado brasileiro demonstra mais uma vez seu compromisso com a qualidade de vida de todos.

Este ano, a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República celebra com os movimentos sociais negros a ampliação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra - Ação que faz parte de um plano orientado por programas de diversas secretarias do Ministério da Saúde e de seus órgãos vinculados.

Esta Política atende um dos segmentos mais vulneráveis de nossa sociedade, e que por isso necessita de uma atenção à saúde diferenciada.

É uma situação que requer capacitação específica dos profissionais, uma retaguarda laboratorial qualificada e uma sensibilidade mais apurada.

Ao propiciar a disseminação da Saúde Integral da População Negra, o governo atende uma reivindicação histórica. Na prática, esta Política vai além da atenção e do cuidado com a saúde do corpo. Ela promove a ampliação das rotinas dos atendimentos do Serviço Único de Saúde, o SUS, e combate às discriminações e o racismo nos serviços públicos.

Com esta ferramenta, o Governo Federal promove a igualdade racial e melhora os indicadores sociais e econômicos do país.

Edson santos - Ministro da Seppir

Projeto promove direitos de jovens em Salvador



A população jovem do bairro Sussuarana, em Salvador, terá novos elementos para o desenho de seus projetos de vida. É que o UNFPA, em parceria com a Embaixada dos Países Baixos, lança no próximo dia 7 de novembro o projeto “Promovendo os Direitos de Jovens: Cultura e Saúde Sexual e Reprodutiva em Salvador”, dirigido aos jovens de 16 a 24 anos, de ambos os sexos. 

De uma forma dinâmica, com dança, teatro, fotografia, vídeo, rádio e grafite, o projeto vai abordar temas relacionados a direitos da população jovem, sexualidade, saúde sexual e reprodutiva, relações raciais e de gênero, diversidade sexual, mediação de conflitos, participação juvenil, controle social de políticas públicas, prevenção das doenças sexualmente transmissíveis e aids.


Os temas serão trabalhados em módulos, marcados, em sua maioria, por quatro encontros de três horas cada. Ao todo, são 13 módulos: Direitos Humanos e Direitos dos Cidadãos e Cidadãs, Direito à Informação e à Comunicação, Relações de Gênero e Construção de um Ambiente Livre de Violência de Gênero contra Mulheres, Sexualidade, Direitos Sexuais e Reprodutivos, Saúde Sexual e Reprodutiva, Projetos de Vida e Decisões Reprodutivas, Juventude, Participação Social e Ação em Rede, Mediação de Conflitos, Relações Raciais e Enfrentamento ao Racismo, Diversidade Sexual, Prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids, Uso de Drogas, Educação de Pares, por Pares, Intervenções Comunitárias, Educomunicação e Arte.


As pessoas interessadas devem se inscrever pelo site do UNFPA ou nos pontos de inscrição em Salvador, entre os dias 9 e 19 de novembro. Para participar, a/o jovem deve residir no bairro de Sussuarana.


De acordo com a política do UNFPA para a população jovem “ Um mundo adequado para adolescentes e jovens é aquele onde seus direitos são promovidos e protegidos. É um mundo no qual meninas e meninos têm as melhores oportunidades possíveis para desenvolverem o seu potencial, se expressarem livremente, terem seus pontos de vista respeitados, e viverem sem pobreza, discriminação e violência”, ressalta Fernanda Lopes, oficial de programa em saúde reprodutiva e direitos. A iniciativa é muito importante para o UNFPA e vai integrar o conjunto de ações de cooperação já estabelecidas pelo UNFPA na Bahia, reforçando as parcerias e ampliando o diálogo entre a sociedade civil e os governos estadual e muncipal, completa Lopes.


O projeto conta com a parceria do Instituto Mídia Étnica CMA Hip Hop, CEAFRO/UFBA, Juventudes Negra pela Paz, Associações Comunitárias do Bairro de Sussuarana, Juventudes Negras dos Terreiros. No governo do Estado da Bahia os parceiros são: Secretaria de Promoção da IgualdadeSecretaria de EducaçãoSecretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Assessoria de Relações Internacionais do Gabinete do Governador, Instituto de Gestão de Águas e ClimaSecretaria de Segurança Pública. Na Prefeitura Municipal de Salvador, a parceria se dá por meio da Assessoria de Relações Internacionais do Gabinete do Prefeito, com a Secretaria de Educação, Esporte, Cultura e LazerSecretaria de Saúde e Secretaria da Reparação.




Mais informações:

Lançamento:
7 de novembro, a partir das 14h
Escola Estadual Ruth Pacheco - Rua Doutora Régia Barreto, S/N - Nova Sussuarana - Salvador – BA

Inscrições:
9 a 19 de novembro, no site do UNFPA ou nos pontos de inscrição

O projeto:
De Janeiro a Agosto de 2010


Fonte:www.unfpa.org.br

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

E as ações não param de ecoar pelo Brasil


O município de São João de Meriti, no Rio de Janeiro, vai sediar o II Seminário Estadual de Saúde da População Negra, no dia 27, para discutir os impactos do racismo na saúde e a implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) no Estado e nos Municípios do Rio de Janeiro.


O evento prevê sensibilizações e capacitações, entre outras ações propostas pela Superintendência de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, SUPPIR Meriti, em parceria com o Fórum Estadual de Saúde da População Negra – FESPN, apoio da Secretaria Municipal de Saúde de São João de Meriti e do SINDSPREV.


Para a superintendente da Suppir de Meriti, Leila Regina, é importante promover o pleno desenvolvimento da população afro brasileira, a partir de ações de combate ao racismo. “A participação da sociedade civil, dos gestores, profissionais e conselheiros de saúde é fundamental porque permite um diálogo sobre as desigualdades raciais em saúde e as estratégias de mudança dessa realidade que faz com que tantos negros e negras morram de causas evitáveis”, afirma Leila Regina.


As inscrições para o seminário estão abertas e as vagas são limitadas.


II Seminário Estadual de Saúde da População Negra do Rio de Janeiro


Data: 27 de outubro de 2009
Horário: 09h/17h
Local: Auditório do PAM São João de Meriti/Secretaria Municipal de Saúde de São
João de Meriti – Av. Presid. Lincoln s/n, Jardim Meriti, SJM.
Informações e inscrições (vagas limitadas):
Criola - 2518-6194
SUPPIR MERITI -  2751-0457 / 8869-5369 e 7636-6906

Rede de Mulheres do Paraná faz Campanha Pró-Saúde da População Negra


A Rede de Mulheres Negras do Paraná também realizará Mobilização Pró Saúde da População Negra. Na semana do 27 de outubro haverá distribuição de material e abordagem às alunas e alunos dos cursos superiores da área de saúde das diversas universidades, tendo foco principal os cursos de Medicina, Enfermagem, Nutrição, Biomedicina e Terapia Ocupacional.

No dia 27, também em Curitiba, na Boca Maldita, a ação terá participação de diversos coletivos, entidades e instituições ligadas ao movimento negro com distribuição dos postais e folders sobre a necessidade de um tratamento mais equitativo no SUS.

26 a 30 de outubro de 2009
Local: Faculdades e universidades de Curitiba
Será realizada abordagem aos alunos e alunas das faculdades e universidades da cidade de Curitiba sobre a saúde da população negra, com entrega de material informativo.
  
 27 de outubro de 2009
 Local: Boca Maldita
 Avenida Luiz Xavier, s/nº / Praça Osório
 Horário: Das 14horas às 18 horas
 Abordagem à população explicitando sobre o que é a Campanha Pró-Saúde da   População Negra

Participe da Mobilização Nacional Pró Saúde da População Negra em sua cidade









Maceió: Semana Nacional de Saúde da População Negra
Data: 20 a 27 de outubro
Organização: Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde- Núcleo Maceió
Informações:
8813-6123 
rodrigopetinati@hotmail.com



João Pessoa: Roda de Conversa no Centro de Cultura Afro Brasileiro Ilê Axé Omidewá
Data: 26 e 27 de outubro
Informações: omidewa@hotmail.com / 83-8730 9733/ 83-9144 7747


Curitiba e Londrina: Distribuição de materiais nos cursos da área de saúde de todas faculdades
Data: 26 a 30 de outubro
Organização: Rede de Mulheres Negras do Paraná// Ile Axe Opo Omin
Informações: 
michelyzinha@gmail.com/9239-2565

 Recife: Rodas de Conversa Saúde da população negra, educação e meio ambiente
Data: 26 a 30 de outubro
Informações: veraregina60@gmail.com


Macapá: Audiência Pública Saúde da População Negra na Câmara Municipal
Data: 27 de outubro
Organização: Associação Centro de Cultura Negra  e Religiosidade Afro-Amazônica do Estado de Rondônia
Informações: (69) 9964-6303 (69) 3222-8972 e 3222-2248



Belém: Roda de Conversa Dialogando com as Políticas Públicas de Saúde
Data: 27 de outubro
Organização: Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde - Núcleo Belém



São Luís: Roda de conversa Intolerâncias e preconceito fazem mal a saúde
Data: 27 de outubro
Organização: Coordenação Amazônica de Religiões Africanas e Ameríndias
Local: Terreiro de Pai Ille Axé Obaizo
Mais informações: (98) 8852 6598



Fortaleza: Roda de Conversa Saúde da População Negra
Data: 27 de outubro
Informações: (85) 86515703 alvarobezerra2009@hotmail.comapneto@smsfortaleza.ce.gov.br


Ilhéus: Roda de Conversa Saúde da População negra e dos Terreiros (Terreiro de Matamba Tombenci Neto)
Data: 27 de outubro
Informações: tel: (73) 3086-1871/8809-3958


Montes Claros: Abordagem às pessoas nos principais hospitais da cidade, foco no Hospital Universitário
Data: 27 de outubro
Informações: Capoeirando e Rede Nac. Controle Social e Saúde da População Negra
(38) 91962546/(38) 32130810
juliano.edfisica@yahoo.com.br



Belo Horizonte: Evento do Conselho Municipal de Saúde
Data: 27 de outubro


Vitória: II Fórum Municipal Sobre a Política de Saúde da População Negra
Data: 31 de outubro
Organização: Secretaria Municipal de Cidadania e Direitos Humanos
Informações: (27) 3382-6697 / 6699 / (27) 9891-777



Londrina: Audiência Pública Saúde da População Negra na Câmara Municipal de Londrina
Data: 27 de outubro
Organização: Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde – Núcleo Londrina
Informações: 3321-2432 ou 
yleaxeopoomin@hotmail.com



Porto Alegre: II Jornada Ancestral - Comunidades Tradicionais de Terreiro 500 anos de Resistência e Promoção da Saúde
Data: 29 de outubro
Organização: Rede Nacional de Religiões Afro e Saúde - Núcleo RS
Informações: (51) 33339224 e (51) 3357440



Porto Alegre: Seminário Municipal de Saúde Integral da População Negra 

Data: 27 de outubro 
Realização: Prefeitura Municipal de Saúde de Porto Alegre/Secretaria Municipal de Saúde
Parceria:Conselho Municipal de Saúde de Porto Alegre, Rede Lai Lai Apejo: saúde da população negra e AIDS,   Rede Nacional de Controle  Social e Saúde da População Negra, Rede Nacional de Religiões Afro e Saúde, Rede   Sapatá: Rede nacional de controle social e saúde das lésbicas negras, Federação Nacional de Doença Falciforme
Informações:51-96452556/32892714/elaine_acmun@yahoo.com.br


Salvador: Roda de Diálogos Mulheres de Axé, Saúde da População Negra e Controle Social
Data: 05 de novembro
Informações: Emanuelle Góes – (71) 8847-0526
Denize Ribeiro – (71) 9142-9902


Saúde da População Negra é tema de encontro nacional em Maceió



Começou anteontem, 20/10, a Semana Nacional da Saúde da População Negra em Maceió.  A iniciativa é da Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, em parceria com a Rede de Terreiros de Maceió.

A programação vai até o dia 30 de outubro e envolve atividades que vão desde palestras e mesas, à panfletagem Pró Saúde da População Negra. Os principais objetivos da Semana são a criação de um grupo de trabalho Pró Saúde da População Negra no Estado e de comissões especiais de saúde nos conselhos municipais, além do planejamento e garantia de ações que combatam o racismo institucional.

Elis Lopes, gerente do Núcleo Afro quilombola da Secretaria de Estado da Mulher, anuncia que o órgão vai participar como convidado permanente do Comitê Técnico de Saúde da População Negra, que é ligado ao Ministério da Saúde e Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa.

“Em conseqüência deste convite, a gerência vai propor a criação de um GT saúde da População Negra junto a Secretaria de Estado da Saúde, para planejarmos a operacionalização da Política nacional de saúde integral da população negra em Alagoas”, garantiu a gerente.

  
PROGRAMAÇÃO
SEMANA NACIONAL DA SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA

ABERTURA: DIA 20 DE OUTUBRO DE 2009
LOCAL: AUDITÓRIO DO HOTEL BEIRIZ
HORÁRIO: 13h
CREDENCIAMENTO: Das 13h AS 13h


Representantes dos seguintes segmentos:
Gerencia de Afro Quilombolas;
Representantes das Religiões de Matrizes Africana;
Representantes do Movimento Negro;
Representantes do Filhos do Axé.

CÂNTICO À NATUREZA:       14h às 14h20min

APRESENTAÇÃO DA SEMANA NACIONAL DE SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA
14:20 h
1ª Palestrante:  Profª Angela Brito - Ufal
Tema: A realidade da saúde da população Negra em Alagoas
14:50 h
2º Palestrante:  Rodrigo Petinati
Representante da rede de Saúde de Maceió
Tema: Conhecendo a Rede Nacional de Religiões Afro Brasileira e Saúde

OFICINA:   15h30min às 16h
Diagnóstico Participativo da Saúde da População Negra
Debate

CONSCIENTIZAÇÃO DA ATIVIDADE DO DIA “D”
FINALIZAÇÃO DO DIA


Dia 24 de Outubro
09h às 12h
Panfletagem em frente à Casa Vieira, no Farol

Dia 25 de Outubro
09h às 12h
Panfletagem Praias de Pajuçara; Ponta verde e Jatiuca.


ATIVIDADE DO DIA 30   DIA  “D”
  
ABERTURA ÀS 13h
Local: Auditória da Secretaria municipal de Saúde
Representantes dos seguintes segmentos:
Ministério da Saúde;
Secretaria Estadual de Saúde;
Secretaria Municipal de Saúde;
Gerência de Afro Quilombolas;
Conselho Municipal de Saúde;
Conselho Estadual de Saúde;
Representantes das Religiões de Matrizes Africanas;
Representantes do Movimento Negro;
Representantes dos Filhos do Axé;

CÂNTICO À NATUREZA:     
 14h às 14h

PAINEL 1  Coordenação de Prevenção e Promoção à Saúde do Estado
14h
Tema: DST/AIDS, Saúde da mulher, Violência
PAINEL 2: Discutindo as questões de raciais nos programas e nas Políticas Públicas de Saúde.
14h50min
Coordenação Municipal do Programa de Saúde da Família
Enfermeira Elga Teixeira – coordenadora do PSF - Maceió
Tema: A visão e atuação do PSF nas comunidades de Terreiro.

DISCUSSÃO
EMCAMINHAMENTOS:
ENCERRAMENTO DA SEMANA.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Tranceiras e tranceiros juntam-se à Mobilização Pró-Saúde

A Mobilização Pró-Saúde da População Negra já está a todo vapor no Rio de Janeiro. No último sábado, a organização não-governamental Estimativa realizou a oficina Trançando Idéias, com a participação da psicóloga Adriana Soares Sampaio.

Pesquisadora na área de saúde mental da população negra, em especial da mulher negra, membro fundadora do Instituto de Psicossomática Psicanalítica Oriaperê e coordenadora do projeto Tecendo Memórias Futuras, ela ministrou palestra no encerramento da oficina Trançando Idéias.




Diversas mulheres e homens participaram da oficina e palestra, socializando suas experiências com o Sistema Único de Saúde (SUS) e históricos familiares de hipertensão, anemia falciforme, cistos, miomas, derrames e infartos, enfermidades muito comuns na população negra, além de doenças psicossomáticas desenvolvidas a partir do racismo.



A Oficina Trançando Idéias consiste em ações educacionais, formação profissional e desenvolvimento comunitário, com metodologia interdisciplinar a partir da arte milenar que é a confecção de tranças. Foram dois meses de encontros onde tranceiras e tranceiros aprenderam e trocaram informações e idéias no Espaço Enraizados em Morro Agudo, cidade de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro.


Segundo Jana Guinond, uma das responsáveis pelo projeto, o resultado da mobilização não poderia ter sido melhor. “As tranceiras e tranceiros perceberam que a maior parte dos males ou doenças presentes em muitos lares devem-se às nossas vivências precárias com o serviço público de saúde brasileiro, nosso histórico de estafa física e emocional e a precariedade no diagnóstico de algumas doenças”, afirma Jana.

A Mobilização Pró-Saúde da População Negra continua em todo o país. Até o dia 27 de outubro diversas ações serão realizadas, conforme mapa de mobilização organizado pela Rede de Controle Social e Saúde da População Negra. Confira aqui

domingo, 18 de outubro de 2009

Mobilização Pró-Saúde da População Negra ganha os Estados brasileiros


Redes da sociedade civil, governos e movimentos sociais promovem no próximo dia 27 de outubro o Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra. Esta semana, uma série de atividades já serão realizadas para envolver a sociedade na luta contra o racismo no setor saúde e pela implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (veja no mapa abaixo).O tema da Mobilização Nacional é “Racismo faz mal a saúde: Política de Saúde da População Negra Já!”.



Visualizar Mapa de ações da Mobilização Pró-Saúde da População Negra em um mapa maior (Mapa criado com a colaboração da jornalista Sarita Bastos)


Em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e com o apoio do Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia – Nações Unidas, Brasil e do MDG F – Fondo para el Logro de los DOM , a mobilização inicia em 20 de outubro e termina em 20 de novembro, tendo como principais protagonistas as Redes Nacionais de Controle Social e Saúde da População Negra, Religiões Afro-Brasileiras e Saúde, Lai Lai Apejo: População Negra e Aids e de Promoção e Controle Social da Saúde das Lésbicas Negras (Sapatá).

“Queremos chamar a atenção da sociedade civil e dos poderes públicos para o racismo institucional que existe no SUS e para a defesa do sistema. É fundamental que a política seja efetivada para que a população negra seja atendida e acolhida a partir dos princípios de universalidade”, destaca Verônica Lourenço, representante da Rede Nacional de Controle Social e Saúde da População Negra, em João Pessoa (PB).

A Política Nacional de Saúde Integral da População Negra/PNSIPN foi criada em 2006, para melhorar o trabalho de profissionais e gestores do Sistema Único de Saúde na promoção do direito de negras e negros à saúde integral. A PNSIPN aponta dois caminhos principais:

- Enfrentar o racismo e sua presença no SUS: por meio de formação e treinamento de todas as pessoas que trabalham na saúde.
- Dar atenção à prevenção e ao tratamento dos problemas de saúde que mais atingem a população negra: por meio da reorganização dos serviços, da formação, educação permanente e qualificação de profissionais, da disponibilização de equipamentos, exames, medicamentos e tudo o que for necessário.

Médica, representante do movimento negro no Conselho Nacional de Saúde e coordenadora da organização não governamental (ONG) Criola, Jurema Werneck chama a atenção para as deficiências no atendimento das mulheres negras, que sofrem com os maiores índices de morte materna por causas que poderiam ser evitadas.

“A mulher negra por ínumeras razões, inclusive pelo impacto do racismo institucional, está mais vulnerável a ter pressão alta na gravidez, o que pode provocar a pré-eclâmpsia e a eclâmpsia. Quando as mulheres negras conseguem fazer o pré-natal, não conseguem o número de consultas mínimas necessárias e, quando conseguem, nem sempre recebem atendimento adequado, como a medição da pressão arterial, ou seja, várias mortes poderiam ser prevenidas, evitadas, caso não houvesse negligência, omissão, ou mesmo inferiorização destas mulheres”, destaca Jurema.



Mais informações:
Blog: http://redesaudedapopulacaonegra.blogspot.com/
Email:  redesaudenegra@gmail.com
Contatos:
Imprensa – Griô Produções (61) 7814-2907
Sociedade civil - José Marmo da Silva: (21) 2518 7964 ou 2518 6194


Saiba mais:
De acordo com dados no Ministério da Saúde

- A hipertensão arterial específica da gestação (eclâmpsia e pré-eclâmpsia) e o aborto são as causas mais frequentes de morte materna em todo o país, sobretudo entre as mulheres negras.

- O risco de morte por tuberculose foi 63% maior entre pretos e pardos (negros), quando comparados aos brancos.
- Para as crianças pretas e pardas (negras) com menos de 1 ano de idade, o risco de morte por doenças infecciosas foi 43% maior que o apresentado para as crianças brancas.
- Independente da região do país, o risco de um homem negro de 15 a 49 anos ser vítima de homicídio é 2,18 vezes superior àquele apresentado por um homem branco na mesma faixa etária.
- Mais de metade das mulheres grávidas referiram ter feito 7 ou mais consultas de pré-natal, contudo mães indígenas, negras e adolescentes apresentam um menor percentual de consultas de pré-natal quando comparadas às mães brancas ou àquelas com 20 anos ou mais de idade.



Curta-metragem Sexo não é Brincadeira recebe prêmio Ibero-Americano

O curta-metragem  Sexo não é Brincadeira, produto do trabalho desenvolvido pelos  jovens da Companhia da Saúde da ABIA, foi premiado no Festival Ibero-Americano de Cinema de Sergipe (Curta-SE). O festival é um evento tradicional do estado e integra o calendário dos festivais audiovisuais do país.

O curta, dirigido por  Luciana Kamel e roteiro produzido pelos  jovens da Companhia da Saúde, narra a história de um casal de adolescentes que se encontram em um baile no Rio de Janeiro e descobrem os riscos de uma transa sem o uso da camisinha.

A Companhia da Saúde faz parte da Rede Nacional de Controle Social e Saúde da População Negra.

O trabalho contou também com a participação da professora Sandra Rodrigues, com grande experiência em arte-educação, que coordenou as oficinas de bonecos que se tornaram personagens da história, além da coordenação de confecção de cenários.

Apesar das inúmeras apresentações teatrais nas escolas públicas do Rio de Janeiro, dedicação escolar,  ensaios e oficinas, os jovens da Companhia da Saúde se dedicaram ao trabalho com carinho pois esse é o primeiro vídeo que eles produziram.

Silvana Moreira, foi fundamental pois cuidou de toda a produção executiva do vídeo, criando um clima possível para esse novo empreendimento e mostrou muito carinho nessa nossa nova iniciativa.




"Como coordenador do projeto, só fiz dar o primeiro passo que foi juntar pessoas que acreditavam na proposta e mostrar o que esses jovens são capazes de fazer, além daquilo que sempre fazemos que é a arte de representar", conta  José Marmo da Silva, coordenador do projeto Companhia da Saúde - ABIA.

O vídeo também teve o apoio do UNFPA.

Seminário Nacional de Tuberculose encerra com formulação de propostas

Frente Parlamentar de HIV/AIDS no Congresso Nacional devera incorporar Tuberculose nas suas ações.

Encerrou na manhã de sábado (10) o Seminário Nacional de Controle Social e Tuberculose, que reuniu representantes dos 27 Conselhos Estaduais de Saúde do país, alem de conselheiros municipais, membros do movimento social e gestores em tuberculose entre 150 participantes. Durante dois dias os participantes debateram as principais questões envolvendo o enfrentamento da tuberculose em especial os relacionados com as populações prioritárias: população negra, prisional, indígena e moradores de rua.

O último dia foi dedicado ao debate e votação das propostas finais do encontro que serão encaminhadas ao Ministério da Saúde, aos gestores estaduais, parlamentares e outros segmentos. O seminário nacional foi um desdobramento de seis seminários regionais que aconteceram no ultimo ano e reuniram quase 600 pessoas. Dentre as propostas aprovadas a mais votada foi o apoio  a inclusão de pacientes de Tuberculose no programa Bolsa Família e/ou outras iniciativas correlatas de complementação alimentar e inclusão social.

A adesão ao tratamento da tuberculose, com duração de  seis meses, é o principal empecilho para a cura dos pacientes, principalmente pela falta de complementação alimentar adequada. O deputado federal Chico D`Ângelo, presidente da Frente Parlamentar de HIV/AIDS no Congresso Nacional, anunciou que está fazendo consultas aos membros deste grupo para inclusão da tuberculose nas ações da Frente.

A plenária do evento enviara aos deputados documento apoiando esta inclusão, considerando que a TB é a principal causa de morte entre soropositivos.




Abaixo as propostas aprovadas.

Seminário Nacional de Controle Social e Tuberculose
8, 9 e 10 de Outubro de 2009 – Rio de Janeiro

PROPOSTAS FINAIS

1-Qualificar e fortalecer o SUS e os Conselhos de Saúde, através da aplicação de recursos dos Plano Purianuais (PPI) e  Planos de Ações e Metas (PAM) e outros, com inclusão do tema da tuberculose.

2-Priorizar, na formação dos profissionais de saúde, aspectos de retorno ao atendimento no SUS.

3-Apoio a regulamentação da Emenda Constitucional/29.

4- Fortalecer as comissões temáticas dentro dos conselhos estaduais e municipais de saúde.

5- Ampliar o acesso à informações epidemiológicas, de destinação de recursos e outras sobre tuberculose no âmbito federal e estadual.

6- Incluir a pauta de Tuberculose com outros setores sociais que lutam na área dos direitos humanos e contra as discriminações sociais.

7- Apoio à incorporação do tema tuberculose na Frente Parlamentar de HIV/AIDS no Congresso Nacional.

8- Fomentar a criação de um dia de conscientização e combate tuberculose nos estados.

9- Pautar a discussão sobre tuberculose nas comissões de saúde das Câmaras Municipais e Assembléias Legislativas  com alta carga de tuberculose visando  estimular a criação de frente no âmbito dos municípios.

10- Estimular a participação de pessoas afetadas por Tuberculose nos espaços de discussão e decisão como comitês metropolitanos, conselhos, fóruns, comissões e outros.

11- Ampliação de recursos para ações da sociedade civil, através da seleção pública principalmente as direcionadas as populações específicas mais afetadas e as áreas de alta carga.

12- Considerar questões de combate ao preconceito e a discriminação as pessoas com tuberculose em qualquer ação de formação, como campanhas de massa, capacitações e discussões políticas e de decisão, observados os recortes raciais, de gênero e orientação sexual.

13-Que se apóie através de todos os conselhos, Frente Parlamentar e demais movimentos sociais, a inclusão de pacientes de Tuberculose no programa Bolsa Família e/ou outras iniciativas correlatas de complementação alimentar e inclusão social.

14-Criação de estratégias de visibilização e divulgação dos direitos dos usuários pacientes de Tuberculose.

15-Criação de protocolo direcionado a produção de material para profissionais de saúde, sobre aspectos humanos e sociais dos pacientes de TB, visando humanizar o atendimento.

16- Ampliar o acesso da população às informações sobre a Tuberculose na População Negra incluindo o enfrentamento ao racismo institucional e intolerância cultural e religiosa, com comunicação adequada para diferentes especificidades e grupos, respeitando a Lei 5.296/2004.

17-Melhorar a coleta e a utilização do quesito raça/cor nos sistemas de informação direcionados a Tuberculose, exigindo este item como obrigatório do preenchimento  no SINAN e demais sistemas.

18-Estimular e ampliar a Inclusão da População Negra no Controle Social voltado ao enfrentamento da Tuberculose, assim como a criação e o fortalecimento de comissões de Saúde da População Negra nos conselhos distritais, estaduais, municipais e Distrito Federal.

19-Garantir a implementação e a ampliação da ESF (Estratégia da Saúde da Família) sem domicilio e do Programa de Agentes Comunitários de Saúde sem domicilio, visando o atendimento da pop. de rua em suas especificidades (Tuberculose, HIV/Aids, hepatites, hanseníase, saúde bucal, atendimento oftalmológico, saúde mental), baseados em estudos quantitativos e qualitativos e no perfil da pop de rua, fortalecendo a intersetorialidade entre os diversos atores sociais envolvidos com essa questão.

20-Garantir a real efetivação das diretrizes da Política Nacional de inclusão da pop em situação de rua, buscando o incentivo diferenciado para estados e municípios que aderirem à política bem como assegurar a criação de  protocolo de atendimento especifico em tuberculose para essa população tanto na rede publica de saúde quanto no ingresso da rede de proteção social.

21-Fortalecimento da equipe que desenvolve a  política de Redução de Danos  e Tuberculose, realizando perfil epidemiológico e   situacional da pop de rua que faz uso de álcool e outras drogas, bem como, assegurar o acompanhamento supervisionado para o tratamento dentro da rede pública de saúde e a rede de proteção social existente.

22- Organização da porta de entrada no sistema penitenciário para otimizar a  detecção dos casos de tuberculose.

23- Estimular a  participação de ONG/OSC nos “ Conselhos da Comunidade” (previstas na Lei de Execuções Penais) em cada comarca onde existam unidades prisionais e a implicação dos Conselhos de Saúde para inclusão da TB nas prisões na agenda política dos estados e municípios com o objetivo de estimular a criação e implementação de centros de diagnóstico de TB  nas unidades prisionais.
24- Incluir o tema “TB e co-infecçoes HIV/Aids" nos editais de financiamento público, assegurando o tratamento supervisionado (DOTS), para pesquisas operacionais e intervenções.

25-Garantir a participação de representantes  indígenas em fóruns,seminários e demais instâncias de discussão em Tuberculose.

26- Capacitação das equipes de  saúde, conselheiros indígenas, com materiais didáticos. Fortalecimento da política de  recursos humanos com realização de concurso público para garantir a continuidade dos trabalhos e a permanência dos profissionais nos locais, com conseqüente fortalecimento da implementação dos PCT nos DSEI.

27- Articulação dos programas, com atuação em Tuberculose e saúde indígena, para otimização dos recursos humanos e financeiros.

28- Criação de estratégias de sensibilização através do HUMANIZASUS, direcionada aos técnicos de atendimento na ponta, no atendimento a pacientes com tuberculose, em especial moradores de rua, usuários de drogas e população prisional.

29- Ampliação das informações e o entendimento sobre os mecanismos de financiamento e aplicação de recursos em Tuberculose, do Ministério da Saúde e Fundo Global.

30-  Apoiar a realização de trabalho conjunto entra as áreas com atuação junto a saúde prisional ( Tuberculose, HIV/Aids, Hepatites Virais etc).

31- Que os seminários de Controle Social e Tuberculose,  sejam reproduzidos nos estados, com responsabilidade conjunta da gestão local e dos conselhos estaduais.

32- Ao Conselho Nacional de Saúde para pautar reuniões com Ministério Público Federal, no sentido de obter orientações de ações, quanto a fiscalização orçamentária dos recursos financeiros oriundos do Ministério da  Saúde, quando não aplicado pelo gestor estadual e municipal no tempo hábil

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Rede Nacional de Controle Social e Saúde da População Negra ©Template Nice Blue. Modified by Indian Monsters. Original created by http://ourblogtemplates.com

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